Almeida 1911

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Esta é a Almeida Revista e Corrigida numa edição de 1911, com a ortografia original. O texto vem da tradução de João Ferreira de Almeida, cujo Novo Testamento saiu em 1681, e da revisão concluída em 1898 sob as Sociedades Bíblicas, que juntou o trabalho feito em Londres nas décadas anteriores e fixou o que ficou conhecido como Revista e Corrigida. Até por volta de 1940 esse texto foi reimpresso fora do Brasil, na Inglaterra e nos Estados Unidos, pelas Sociedades Bíblicas Britânica, Americana e Trinitária. É desse período que vem esta edição.

O método é o da Almeida clássica: tradução formal, que segue de perto a estrutura das frases hebraicas e gregas, com vocabulário solene e a base textual tradicional do Novo Testamento, a mesma família de manuscritos da King James. Quem lê a ARC hoje vai reconhecer quase tudo, porque a SBB revisou esse mesmo texto em 1949, 1969, 1995 e 2009. A ARC moderna, porém, é outra edição: tem ortografia atualizada, ajustes de vocabulário e direitos da SBB. O que está aqui é o texto anterior a essas revisões.

O limite honesto está à vista logo no primeiro versículo: "No principio creou Deus os céus e a terra", e logo depois a terra é "sem fórma e vasia". A grafia é a de antes das reformas ortográficas do século XX, com aquelle, n'elle, abysmo, unigenito sem acento. Para leitura devocional corrida isso cansa, e a busca por palavras pode falhar quando você digita na grafia de hoje. Para quem gosta da história do texto, ou quer ver como a Bíblia chegava às igrejas brasileiras no começo do século passado, é um documento precioso. Para o dia a dia, use uma Almeida atualizada ao lado.

Esta edição está em domínio público: o texto tem mais de um século e não pertence a nenhuma editora. O arquivo usado no Midvash vem do repositório aberto damarals/biblias no GitHub, onde é publicado como domínio público, e o Projeto Euaggelion também o cataloga assim. Por isso ele pode ser lido, citado e compartilhado sem pedir permissão.